Não é de hoje que a ciência sabe que hábitos de vida e circunstâncias ambientais são fatores de risco para o Alzheimer. Em 2017, a Comissão Lancet, ligada ao periódico científico The Lancet,  apresentou a primeira leva de riscos modificáveis, que incluíam baixa escolaridade, hipertensão, obesidade, depressão e diabetes. Em 2020, acrescentou à lista o consumo excessivo de álcool, lesão cerebral traumática e poluição do ar. Agora, sabe-se que problemas auditivos e visuais e até frágeis interações sociais podem acelerar o aparecimento da doença. “Conhecer os fatores de risco ​é passo fundamental para enfrentá-los”, disse a VEJA Gill Livingston, líder da Comissão Lancet e professor da University College London. “Isso nos dá mais controle sobre nosso futuro.”

A atenção com alterações auditivas e visuais significa a possibilidade de oferecer aos pacientes a manutenção das habilidades cognitivas e, portanto, assegurar maiores e melhores interações pessoais. “Esses problemas levam a um isolamento do mundo externo, o que faz com que o cérebro passe a ter menos estímulos”, diz Arthur Jatobá, neurologista do Hospital Brasília e membro da Academia Brasileira de Neurologia.

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